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sábado, 7 de abril de 2012

R50 Distância

Enquanto a procura existe...
Há momentos na vida em que você está distante de quem você ama. Mas tem sempre no coração esse sentimento de procura, de lembrança.
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Apesar da distância, enquanto esse sentimento existir, mesmo longe, você vai estar mais perto do que parece. -
Vellker
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sábado, 24 de março de 2012

R48 Como fui esquecer?

E agora lembro toda hora...
É assim, como numa tarde de chuva quando sentimos uma melancolia enorme
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Passou das dez da noite e ainda fico me perguntando a cada dez minutos como fui me esquecer? Eu tinha combinado ontem de conversar com a mulher que amo, hoje de tarde e me esqueci, apesar de me lembrar dela o tempo todo. E me vem de novo a pergunta. Com fui me esquecer?
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Ontem quando conversei com ela, para não esquecer, tratei de acertar o alarme do relógio que fica em cima da geladeira. Aí não esqueceria e pronto.
Relógios mostram as horas, mas não sabem as horas
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Só não prestei atenção num detalhe. O número 2 para o relógio é a mesma coisa que duas horas da madrugada e não catorze horas da tarde como eu distraído pensei na hora em que o acertei. O resultado foi que ele fielmente tocou às duas da manhã enquanto eu dormia a sono solto no meu quarto.
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As duas da tarde lá estava eu trabalhando num pequeno galpão que tenho, arrumando incontáveis coisas que há muito tempo estavam na maior bagunça. Enquanto isso, meu amor olhava para uma tela onde meu nome permanecia sumido. Bem de tarde, bem suado, entrei aqui para ver se tinha alguma mensagem. E tinha, a dela, onde pelas palavras transparecia a tristeza que ela sentiu. Depois falei com ela no telefone, mas eu havia perdido a hora, distraido de tudo com essa arrumação.
O coração de uma menininha triste, é o que me vem na mente todo o tempo
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As horas avançam e continuo me perguntando o tempo todo como fui me esquecer? E relembro dessa mulher, revejo seu rosto quando nos encontramos, a alegria quando nos abraçamos e o olhar de tristeza quando chega o momento da separação.
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Tudo o que consegui fazer hoje com meu esquecimento foi isso, deixar seu rosto assim, com essa marca de sentimento. É igual ao rostinho de tristeza de uma menininha, quando alguma coisa não deu certo ou quando escorregou e machucou o joelhinho. E é aí que tenho que cuidar dessa minha menininha.
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Apesar da distância e dos desencontros, me lembro da imagem da menininha e com todo sentimento volto a pensar nessa mulher. Me lembro do céu claro e estrelado que vi há alguns minutos e penso no quanto amo essa mulher.
Existe uma coisa linda no brilho das estrelas, tão linda quanto pingos de amor
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Mesmo com esse esquecimento, essa distração, sei que existe um jardim em seu coração. E com todo esse sentimento que tenho, assim, mesmo distante, com toda a força desse sentir lhe mando uma chuva de amor.
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É certo que existem mais pingos nessa chuva de amor do que estrelas no céu.
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Vellker
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sábado, 29 de outubro de 2011

R46 Perdi o sono e escrevi

Um dia vai acontecer mesmo...
Na noite de sexta-feira conversei com a mulher que amo. Por uma série de circunstâncias acabamos falando sobre a morte. Um dia vai acontecer com todo mundo. Se por um lado é um pensamento incômodo, por outro dá para levar no humor de vez em quando.
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Sabe-se lá se a gente que está aqui fazendo grandes planos no momento seguinte não estará duro no chão. Foi-se a vida. E a gente nem vai no velório. Ou melhor vai, mas não vai dar muita importância para a coisa toda.
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Seja lá como for, por artes desse pensamento acabei perdendo o sono, que conciliei depois lendo um livro de informática para principiantes. Mas antes de dormir, decidi escrever para o meu amor. A gente nunca sabe.
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E assim escrevi:
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"Minha menina, perdi o sono e então vim deixar uma cartinha para você. Talvez você só possa ler depois de viajar, mas se ler amanhã já é um carinho para você.
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Pensamos nessas coisas da vida e da morte e sim, pode acontecer que eu morra ou você morra e estaremos longe, como estamos agora, mas juntos no pensamento. Fico pensando como me sentiria se você morresse amanhã. Acho que ia me sentir perdido mesmo.
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De vez em quando esses pensamentos nos pegam e é até correto examinar o que sentimos, ver que deixamos a pessoa amada feliz, que nos lembramos dela sempre. É o melhor que podemos fazer.
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Pensei depois que conversamos logo à noite...De repente a minha amada se vai...Vou telefonar para ela...
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Mas te achei animada pelo tom de voz, sei que deve estar cansada com seus afazeres, mas sua voz me pareceu bem. Enquanto você falava, o meu cachorro que acha que é o dono da sala, acho que porque falei nele veio se chegando para me fazer festa, brincar e pular em mim, enquanto eu tentava afastá-lo e é claro, como se enfia em todos os buracos do quintal ele não está propriamente cheirando bem.
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E foi pulando em mim e até me lembrei dessas estórias do animal fazer carinho no amigo porque pressente que a hora do sujeito chegou e coisa de uma semana depois ele cai duro mesmo. Que coisa, fiquei meio sem jeito. Aí fui me despedindo de você e tive que trocar de abrigo e pôr o outro de molho no tanque. Mas esse cachorro é um bom amigo. Espero que seja só festa mesmo.
Decididamente falo como você. Não tenho medo de morrer, mas parafraseando Woody Allen, aquele diretor de cinema, tenho que concordar com a frase que ele tornou célebre: "Não é que eu tenha medo de morrer. Só gostaria de não estar por perto quando acontecesse."
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Minha menina, como te disse por vezes pensamos nisso e é até melhor pensarmos mesmo. Não temos como escapar. Mas esse Deus em quem você acredita tanto errou mesmo. Morremos e depois cheiramos mal daquele jeito? Ora essa, seria melhor se a gente morresse e sumisse como uma bolinha de naftalina ou voasse pela sala como uma bexiguinha furada e pronto, guardavam a gente de lembrança numa moldura ou gaveta.
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Mas se a Morte vier quando estivermos juntos, saiba que com todo amor me colocarei do seu lado e sem medo direi para a Morte:
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- Por favor, as mulheres primeiro...
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Um beijo em seus olhinhos e na sua boquinha com amor."

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

R44 Não fizemos tudo

O tempo é assim mesmo...
Eu e minha mulher amada combinamos muita coisa da última vez. E não fizemos algumas coisas, mas o tempo, acreditem, nesses casos é assim mesmo. Se fazemos alguma coisa que tínhamos combinado, vamos pensar depois que não fizemos outra e assim por diante. Mas estivemos juntos, desfrutamos da companhia um do outro, ela me confiou seu amor, seus beijos, me contou das dores da vida batendo em seu coração e lhe dei amor, carinho, atenção, tudo que o que um casal de amantes pede numa relação.
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E um pequeno presente, um bule de louça com flores bem desenhadas, presentes que a gente dá para ficar de recordação, sempre que for usado. E fizemos nosso passeio de sempre numa estrada que leva até a floresta que conhecemos. Coisas assim, pequenas, detalhes, mas que fazem a felicidade de pessoas que estão juntas e que se amam.
A volta, o aconchego da casa, essas coisas todas, o amor de corpo e alma, tudo isso leva a outros momentos que nos fazem esquecer de outros que havíamos combinado, mas amar é assim mesmo.
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Lá pelo meio do ano passado encontrei numa locadora o filme "O morro dos ventos uivantes" um clássico do romance, uma estória de amor, triste, mas como muitas que vemos por aí. E deixei na estante esse tempo todo e aí dessa vez assistimos o filme.
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Quem não chora vendo um filme assim? Eu choro, claro, apenas as lágrimas escorrem. Ela viu e me abraçou. E por momentos assim, acabamos não fazendo outras coisas que tínhamos pensado
Fica sempre alguma coisa por fazer, mas se tivéssemos feito tudo, alguma outra coisa ia ficar por fazer também. E aí pensamos nisso depois, mas sabemos mesmo que depois vamos fazer tudo o que combinamos. É como caminhar por uma estrada cheia de belezas. Podemos ir até alí ver uma flor, mas deixamos de ver uma árvore do outro lado, podemos ficar na beira de um córrego mais adiante, mas deixamos de ver uma pequena trilha do outro lado.
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Sempre fica alguma coisa por fazer, mas amar é assim mesmo, é sempre querer ter alguma coisa a mais para fazer com quem você ama.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

R42 A receita

Um sabor que procurei muito...
Existiu um tempo, não muito tempo atrás, em que eu não sabia cozinhar. Queria mas não sabia e decidi aprender. Claro, como todo iniciante na cozinha, eu só podia fazer pratos um tanto fora de qualquer receita.
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Me lembro de nas primeiras vezes misturar água, uma cebola picada, um pacotinho de tempêro, um pouco de vinagre e aí deixava esquentar para ver no que dava.
Depois colocava essa mistura em cima do arroz que tinha aprendido a fazer, mastigava a primeira colherada e sentia que ela seria a última daquele prato. Olhava para o caldo que tinha preparado e pensava :
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- Mas porquê o meu não dá certo...?
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É só imaginar que se eu fosse o cozinheiro de algum quartel, na primeira refeição que eu servisse haveria uma rebelião armada.
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Hoje cozinho aceitavelmente, para não dizer bem. Aliás posso deixar a modéstia um pouco de lado. Ainda não aprendi tudo, mas a receita de molho que fui aprendendo a fazer me levou a duas conclusões. A primeira que cozinho bem, a segunda que pude entender porque certas receitas são guardadas a sete chaves.
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E me lembrei de momentos na vida em que amarguei pratos pesados e de péssimo tempêro na cozinha da vida, pratos que me foram servidos porque entrei no restaurante errado na hora errada.
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Seja lá como for, acabei saindo do restaurante e na mesma caminhada da vida encontrei um lugar tão bom, com uma cozinheira tão boa e que me serve pratos tão deliciosos, com um tempêro tão cheio de sabor, sentimento e amor que ao mesmo tempo em que me sirvo de todas essas delícias, me lamento por não ter encontrado essa mulher antes.
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Mas esqueço as lamentações e me dou ao prazer de fazer refeições com ela, agraciado de corpo e alma.
E pela janela dos sentimentos ainda tenho uma vista maravilhosa para apreciar. Pelo menos é uma visão assim que temos quando existe muito amor no coração. E muito sabor também ao repartir a vida com uma mulher assim.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

R36 O que é lindo e triste...

Na hora da ausência...
O que é lindo e é triste ao mesmo tempo...É isso, ver as lágrimas da mulher que me ama no momento em que as horas junto dela começam a chegar ao fim. Tenho que partir e ela chora.
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É lindo ver esse sentimento brotando em forma de lágrimas. Eu a abraço e beijo seus olhinhos com amor. Ela se conforta.
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É triste ter que partir, mas a vida tem dessas coisas. Logo nos veremos novamente.
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Mas acima de tudo é lindo esse momento em que nos abraçamos, em que tenho quem abraçar, quando tenho alguém que chora por mim e eu, no meu sentimento, disfarço a tristeza e me permito somente isso, beijar seus olhinhos...
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Também fico triste, tembém me perco dentro de mim, mas não deixo que ela veja, deixo somente que sinta o beijo...