É assim...
Depois de procurar por um diamante perdido nas margens do rio da vida, descobri enquanto caminhava na sua margem, que apesar das dores, sua beleza é tão grande quanto a do diamante.
O reflexo do sol nas águas, o ruído dos trechos mais turbulentos, a placidez das partes calmas e sua transparência. Mesmo a solidão da pequena estrada que o ladeia, o verde da floresta ao longe, tudo isso faz, afinal, que quem caminha nessa procura enxergue a beleza desse cenário.
Assim, enquanto caminho, me perguntando quando a estrada me afastará de vez desse rio, tornando o diamante apenas uma lembrança, procuro me acalmar com a beleza da paisagem.
Seguimos a estrada junto do rio da vida dessa forma. Tal como o rio, apenas podemos seguir em direção ao mar, destino final. Não podemos voltar para a nascente.
Não fazemos esse caminho na vida. Apenas seguimos a estrada onde a vida nos colocou.
Até o mar, final da caminhada, junto ou não do rio.
